- A fanfic original foi escrita com Harry, porém você poderá ler com qualquer um.
- Não é uma longfic, e sim uma shortfic
(ou oneshot, como preferirem). - Desculpe qualquer erro, revisei, porém sempre escapa algo.
- Comentem o que acharam, por favor!
- Querem mais? Peçam nos comentários (:
2 de Janeiro de 2010. Laguna Beach, Califórnia.
Podia ouvir o barulho das ondas quebrando na areia da praia, crianças rindo, pássaros cantando, e os motores de carros. O sol brilhava fortemente no céu, onde não se via nenhuma nuvem, apenas o azul claro que combinava com a água da praia. Eu podia muito bem estar me divertindo com meus amigos, aproveitando as férias, deitada na areia da praia no calor escaldante que estava fazendo, mas não, eu preferia mil vezes encarar a tela do Skype, para ver se ele entrava. Mas não. Nada dele entrar. Já era para eu estar acostumada com isso, mas eu prefiro sofrer, esperando-o entrar para poder vê-lo novamente, mesmo que seja através da tela do notebook.
Ele se chama , vinte anos, Britânico, por tanto, mora na Irlanda com a mãe desde seus quinze anos. Eu o conheci através de minha amiga , ela já estudou com ele, e ano passado ela resolveu apresentar-me a ele. Porém, através do Skype, onde já tornou-se nosso ponto de encontro. Todo dia eu entro em minha conta Skype para ver se ele está online, mas não. É muito raro isso acontecer, e, quando acontece, sou eu que não está online, por isso, deixei que e fosse para a praia, já que eu ficaria de olho o tempo todo para ver se ele finalmente entra.
Já era quase três da tarde, quando ele finalmente entrou. Senti meu coração acelerar como sempre, e um sorriso bobo brotando em meus lábios, enquanto eu ajeitava meus cabelos em um coque. Peguei o notebook e fui para a varanda do quarto, onde coloquei o notebook na pequena mesa que tinha ali, e sentava em uma das cadeiras, aceitando a chamada.
-Olá, ! - ele sorriu, passando a mão por seus cabelos , que pareciam estar úmidos.
- Olá, . - sorri também.
- Como está? - sua língua escorregou para fora de sua boca, umedecendo seus lábios, antes dele morder o lábio inferior.
- Ahn... Estou bem, e você?
- Cansado, mas bem. - deu de ombros - Aproveitando muito as férias? E ? Como ela está?
- É, estou aproveitando bastante. - menti, a verdade é que eu não estava aproveitando merda nenhuma, já que passava metade do meu tempo esperando ele entrar - está bem, ela está na praia com .
- Ué, e porque você também não foi? - olhei para cima, respirando fundo.
- É que hoje eu não estou afim de ir a praia nem nada. Depois do caldo que levei ontem, prefiro manter uma certa distância da praia. - ele riu, na verdade, ele gargalhou, jogando a cabeça para trás, enquanto sua risada ecoava pelo notebook. Quando ele respirou fundo, voltando a posição normal, seus olhos brilhavam de tanto rir.
- Fala sério! Você levou um caldo? Eu pensei que você soubesse nadar. - riu novamente, fazendo-me rir junto.
- Não posso fazer nada, se as ondas estavam fortes. - dei de ombros - Mas e você? Fazendo algo?
- Bom, nesse momento, estou descansando para depois arrumar minhas malas. E você?
- Fazendo malas? Por quê? Bom, eu estou apreciando a vista daqui da varanda. - rimos.
- Eu iria te contar hoje, por isso que entrei cedo. Eu estou voltando para a Inglaterra.
E só foi preciso ele ter dito essas palavras para fazer meu coração falhar uma batida, minha respiração aumentar, minhas pernas ficarem mole e meus olhos arregalarem levemente. Abri a boca várias vezes para falar algo, mas nada saía. me encarava com uma sobrancelha arqueada e um sorriso de canto nos lábios.
- Pois é, baby, finalmente eu irei para a Inglaterra, e estou louco para vê-la. - eu estava sem palavras, sem palavras mesmo. Ouvi a voz de no quarto, e logo depois ela estava ao meu lado.
- ! Que saudade de você! - ela puxou outra cadeira e sentou-se ao meu lado, e começou a conversar com o amigo, mas eu não prestava atenção em nada. Minha cabeça estava a mil, assim como meu coração.
Então ele finalmente irá ir para a Inglaterra, e finalmente poderei vê-lo, abraça-lo, como sempre quis. Estava tão absorta em meus pensamentos, que quase não senti o empurrão que me deu, fazendo-me quase cair da cadeira.
- Porque ela está assim? - ela olhou para , que riu, dando de ombros.
- Acho que ela ficou assim quando eu disse que estou voltando para a Inglaterra. - ah jura? Tem certeza que você acha?
- O QUE? Está falando sério? Ai meu Deus! - gritou e gargalhou novamente.
- Sério mesmo... Minha mãe quer que eu volte para a Inglaterra, ela não quer que eu perca minha juventude toda longe dos meus amigos. - deu de ombros, mordendo o lábio em seguida. Percebi que ele ia falar mais alguma coisa, mas preferiu não dizer. vibrou ao meu lado, batendo palmas enquanto ria.
- Bom, fiquei muito feliz mesmo por saber dessa notícia, mas agora preciso de um banho para tirar a areia e o sal do meu corpo. - levantou, e só aí percebi que ela estava com uma saia branca e a parte do biquíni preto. Ela despediu-se de e voltou para dentro do quarto.
- Baby, eu queria muito continuar falando com você, mas agora preciso arrumar minhas coisas porque meu voo é amanhã de madrugada. Beijos.
- Beijos... - e desligou.
Fechei o notebook e levantei, indo até a grade que protegia a varanda. Respirei fundo umas três vezes, e prendi meu cabelo, em um coque. Então era isso. Ele finalmente irá para Inglaterra, e finalmente poderei vê-lo pessoalmente. Mas que droga! Porque ele tem que voltar amanhã? Porque não quando eu já estiver lá e poder ir com buscá-lo no aeroporto? Eu não poderia ir embora agora, prometi a e que ficaria com eles até o final do mês, que é quando voltaríamos para Londres.
Então, a melhor coisa a se fazer agora, é aproveitar os últimos dias de férias, e voltar para Londres.
31 de Janeiro de 2010. Londres, Inglaterra.
- Eu não suporto aviões. - reclamou, enquanto estávamos no táxi, a caminho do meu apartamento.
- Ué, você está assim só porque aquela aeromoça não quis nada contigo? - alfinetou, fazendo com que rolasse os olhos.
Era o que dizia a mensagem que acabei de receber de . Olhei rapidamente para e , ambos continuavam a discutir sobre a aeromoça que não deu mole para nosso querido amigo, e sorri, encarando a mensagem novamente.
- Oh merda. - falei, o que acabou chamando a atenção dos meus dois amigos, que agora me encaram.
- O que houve? Você está muito quieta, e geralmente você não é assim.- olhou-me com as sobrancelhas arqueadas.
- Ou ela está com algum problema, ou então ela está pensando nesse . - falou, o olhei com as sobrancelhas arqueadas e ele riu, dando de ombros.
- Então... Você e ... Uh? - zombou, fazendo-me revirar os olhos.
Quando chegamos em meu apartamento, dividimos a conta do táxi e fomos carregando nossas coisas até a portaria, onde Joseph entregou minhas chaves e nos desejou um bom dia. Chamei o elevador, e enquanto esperava, ajeitava minhas malas de uma forma que eu pudesse carregá-las sem problema. Assim que as portas do elevador se abriram, esperei algumas pessoas saírem e coloquei todas minhas bagagens lá e entrei, vendo entrar em outro elevador e encostar na parede, com as bagagens dele e de , já que ela iria até meu apartamento pegar a chave do carro. Girei a chave na porta e a abri, empurrando minhas coisas de qualquer jeito até o meio da sala. Coloquei as chaves da casa em cima da mesinha de centro e fui abrir as janelas, já que estava bastante abafado.
- Você viu onde deixei a chave do meu carro? - perguntou, enquanto procurava pela sala.
- Acho que ficou no balcão na cozinha, já volto. - fui até o local e procurei pela chave, encontrando-a ao lado do micro-ondas. Quando voltei a sala novamente, estava de costas para mim, falando ao celular.
- Ok, ela estará lhe esperando. Beijos. - e desligou.
- Aqui, está sua chave. -mostrei o que tinha em mãsos, ela guardou o celular e pegou a chave, indo até a porta.
- Ah, você terá uma surpresa hoje, ou amanhã, ou depois. - ela sorriu, enquanto chamava o elevador - Que seja, mas terá. Até mais! - acenou e entrou no elevador. Quando as portas se fecharam, dei meia-volta e suspirei, ao encarar a bagunça que estava o apartamento.
1 de Fevereiro de 2010. Londres, Inglaterra.
Chuva. Chuva. Chuva e mais chuva. O dia em Londres amanheceu com chuva, o que me fez sentir falta da Califórnia, daquele calor e das praias. Depois de ter arrumado todo meu apartamento ontem, finalmente pude entrar no skype, mas não estava online. Então deixei pra lá. Quando foi hoje de manhã, a primeira coisa que eu fiz foi ligar o notebook, mas ele também não estava online e nem havia deixado mensagem. Então resolvi deixar pra lá também. Então, levantei, fiz minha higiene matinal, tomei café da manhã, arrumei o quarto, a sala, arrumei meus livros que estavam bagunçados, e então voltei para a sala, com o notebook em mãos com o skype aberto. E é como estou neste exato momento: sentada no sofá, ainda com meu pijama, e o notebook no colo. Mas dessa vez, eu não estava só no skype, estava vendo algumas coisas da minha faculdade, e mexendo em algumas redes sociais.
Por um instante, pensei que fosse uma mensagem de , o que fez meu coração acelerar, mas quando vi que era de , logo aquela animação toda foi embora. Não respondi, não estava a fim de falar com ninguém. Não agora. Talvez depois eu a responda, mas agora só quero resolver uns assuntos da faculdade que estão pendentes. Estava lendo alguns tópicos importantes, quando a campainha tocou. Revirei os olhos, pensando em quem seria. Com certeza não seria nem , já que eles não precisam tocar a campainha nem nada. Coloquei o notebook em cima da mesinha de centro e levantei, indo até a porta, e a abri sem olhar no olho mágico. Xinguei-me mentalmente por não ter olhado antes quem era, e por ter tirado o pijama.
estava parado bem a minha porta, alguns pingos de chuva escorriam pela sua jaqueta de couro, e seus cabelos estavam encharcados. Ele sorriu envergonhado, enquanto analisava-me de cima a baixo, e senti vontade de me esconder para sempre por estar de pijama na frente daquele Deus grego. Seus olhos voltaram a me encarar, enquanto sua mão passava por seus lindos cabelos . Balancei a cabeça e dei espaço para ele entrar.
- Desculpe por não ter avisado que viria, mas eu queria fazer surpresa. - ele sorriu, dando de ombros, mas eu estava ocupada demais admirando sua beleza.
- Ahn... Tudo bem... Eu... Eu só vou trocar de roupa... É, é isso... É... Já volto. - mordi o lábio e balancei a cabeça, correndo até meu quarto.
Abri meu guarda-roupa e fui a procura de algo decente. Mas não conseguia achar absolutamente nada. Abri as outras gavetas e achei uma calça jeans escura toda embolada, e uma blusa de mangas compridas amarrotada. Tirei meu pijama rapidamente e o joguei na cama, vestindo a calça e quase tropeçando, depois de ter colocado a blusa, passei as mãos por meus cabelos rapidamente e saí do quarto, respirando fundo. Quando voltei para a sala, encontrei observando alguns retratos que estavam na estante, ele sorria enquanto observava uma foto minha com , estávamos abraçadas fazendo careta.
- Desculpe a demora, mas é que eu não achava roupa. - ri, nervosa, ele pôs o retrato de volta ao lugar e olhou-me, sorrindo.
- Não precisava ter trocado. Estava linda. - mordi o lábio, sentindo meu rosto esquentar, enquanto ele se aproximava. - disse que você estava em casa, já que não respondeu a mensagem dela, por isso eu vim. - deu de ombros.
- Sem problemas... - sorri
- Ainda não acredito que é você mesma. Posso te abraçar? - seus lábios continham um sorriso tão lindo, mas tão lindo, que minha vontade foi de apertar suas bochechas.
- Claro que pode. - sorri, logo sentindo seus braços a minha volta apertando-me.
Sentir seu cheiro, seu abraço, ouvir sua voz, ver de perto seu sorriso, é uma das melhores coisas que já aconteceu na minha vida. Eu esperei um ano para isso poder se tornar realidade, e não me arrependo nem um pouco de ter esperado tanto tempo, porque no final, vale a pena. Senti seus braços desfroixarem, e suas mãos indo até minha cintura, enquanto ele se afastava um pouco, e ficava com o rosto bem próximo ao meu, fitando minha boca. Sem perceber, mordi meu lábio e logo em seguida senti seus lábios contra os meus, em um beijo calmo.
Senti um arrepio passar por meu corpo, quando nossas línguas se encontraram, suas mãos estavam firmes em minha cintura, enquanto as minhas se perdiam por seus cabelos . Aos poucos o beijo foi se desfazendo em selinhos, e ele abraçou-me novamente.
- Nunca pensei que valeria a pena voltar para a Inglaterra.

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